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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

CAPITULO 1 - 10.0 SALAS DE MATANÇA

Quer seja construída em andar térreo ou pavimento superior, a Sala de Matança deve ficar separada do chuveiro para remoção do “vômito” e de outras dependências (triparia, desossa, seção de miúdos, etc.). Nos projetos novos a graxaria ficará localizada em edifício separado daquele onde estiver a matança, por uma distância mínima de 5m (cinco metros).
O pé-direito da Sala de Matança será de 7m (sete metros). A sua área total será calculada à razão de 8 m2 (oito metros quadrados) por boi/hora. Assim, por exemplo, se um estabelecimento tem velocidade de abate de 150 bois/hora, sua sala de abate requer uma área (incluindo a área de “vômito”, área de sangria e Departamento de Inspeção Final) de 1200 m2 (mil e duzentos metros quadrados); para 100 bois/hora, 800 m2 (oitocentos metros quadrados); para 50 bois/hora, 400 m2 (quatrocentos metros quadrados), etc.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 9.0 CHUVEIRO PARA REMOÇÃO DO “VÔMITO”


Considerando que, a despeito das precauções recomendadas no item 7 (sete) deste Capítulo, frequentemente sujam-se os bovinos, enquanto em decúbito na Área de “Vômito”, com a regurgitação de outros que estão sendo alçados, fica instituída a obrigatoriedade de serem eles mais uma vez banhados. Para tanto, prevê-se a instalação de um sistema de chuveiro, cuja construção está perfeitamente delineada no Desenho Nº 10. Sua extensão obedecerá aos valores da tabela abaixo, em cuja composição levaram-se em conta dois fatores essenciais, a saber, velocidade horária de matança e o tempo mínimo de um minuto de banho:

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 8.0 ÁREA DE “VÔMITO”



Esta área terá o piso revestido, a uma altura conveniente, por grade metálica resistente, de tubos galvanizados de 2” (duas polegadas) de diâmetro e 2m (dois metros) de comprimento, dividida em seções removíveis de 0,25m (vinte e cinco centímetros) de largura, para melhor facilitar a drenagem dos resíduos e das águas para uma tubulação central de escoamento. As paredes da área serão impermeabilizadas com cimento liso ou outro material adequado até 2m (dois metros) de altura, requerendo-se arredondamento nos ângulos formados pelas paredes entre si e pela interseção destas com o piso.

CAPÍTULO 1 - 7.0 BOXE DE ATORDOAMENTO (Art. 34-8 e Art. 135)


                                                                                                           SUMÁRIO 
Os boxes serão individuais, isto é, adequados à contenção de um só bovino por unidade. E conforme a capacidade horária de matança do estabelecimento, trabalhará ele com um boxe ou com mais de um boxe. Neste último caso, porém, serão geminadas as unidades, construídas em contiguidade imediata e em fila indiana, intercomunicando-se através de portas em guilhotina.
Ficam estabelecidas as seguintes dimensões-padrão para um boxe singular:
Comprimento total:................. 2,40m a 2,70m
Largura interna:...................... 0,80m a 0,95m (máximo)
Altura total:............................. 3,40m

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 6.0 CHUVEIRO


Construído de canos perfurados ou com borrifadores, em toda a extensão da seringa. O uso de borrifadores é mais recomendável, porquanto reduz em cerca de 30% (trinta por cento) o gasto de água, em relação aos canos perfurados. Devem ser instalados, entretanto, de modo a não formarem saliências para dentro dos planos da seringa, o que certamente ocasionaria contusões nos bovinos e a danificação dos próprios artefatos (vide Desenho Nº 9). A pressão mínima do chuveiro deve ser de 3 atm (três atmosferas), com válvula de fácil manejo. Os animais podem também receber jatos d’água de chuveiros, sob pressão, em pequenos currais de espera, que antecedam a seringa. Neste caso, a tubulação aspersora será instalada por sobre os currais.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

CAPÍTULO 1 - 4.0 RAMPAS DE ACESSO À MATANÇA (Art. 34-3)

Da mesma largura do banheiro de aspersão, provida de canaletas transversal-oblíquas para evitar que a água escorrida dos animais retorne ao local do banho, e de paredes de alvenaria de 2m (dois metros) de altura, revestidas de cimento liso e completamente fechadas.
O seu aclive deve ser de 13 a 15% (treze a quinze por cento), no máximo. Necessita de porteiras tipo guilhotina ou similar, a fim de separar os animais em lotes e impedir a sua volta.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 3.0 BANHEIRO DE ASPERSÃO

O local do banho de aspersão disporá de um sistema tubular de chuveiros dispostos transversais, longitudinal e lateralmente (orientando os jatos para o centro do banheiro).


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 2.0 DEPARTAMENTO DE NECROPSIA (Art. 34-4)



Deve localizar-se nas adjacências do Curral de Observação e tanto quanto possível próximo à rampa de desembarque. Se houver impossibilidade nessa localização, consultadas as conveniências, o Departamento de Necropsia poderá situar-se nas proximidades da Graxaria.
É constituído de: Sala de Necropsia e Forno Crematório.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

CAPÍTULO 1 - 1.0 CURRAIS

1 - CURRAIS
Os currais devem estar localizados de maneira que os ventos predominantes não levem em direção ao estabelecimento poeiras ou emanações; devem, ainda, evitar afastados não menos de 80 m (oitenta metros) das dependências onde se elaboram produtos comestíveis e isolados dos varais de charque por edificações (Art. 34-7 do RIISPOA)1. Classificam-se em:

·       Currais de Chegada e Seleção;
·       Curral de Observação;
·       Currais de Matança.

CAPÍTULO 1 - 0.0 INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS RELACIONADOS COM A TÉCNICA DA INSPEÇÃO “ANTE-MORTEM” e “POST-MORTEM”


As Instruções deste capítulo tratam dos requisitos exigidos ou recomendados pelo Serviço de Inspeção Federal no tocante às instalações e ao equipamento direta ou indiretamente relacionados com a inspeção “ante-mortem” e “post mortem” e com a higiene e a racionalização das operações do abate de bovinos.
Para efeito de clareza e ordenação, a matéria é exposta seguindo a sequência das fases operacionais que se desenvolvem antes e depois do abate, ou seja, desde os currais, com a recepção do gado, até a entrada das carnes nas câmaras frias.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

2 PREFÁCIO - MANUAL DA CARNE

Os matadouros-frigoríficos brasileiros, notadamente os de bovinos, têm, nestes últimos anos, experimentado sensível progresso técnico, no que respeita a instalações, equipamento e métodos operacionais. Sem dúvida alguma, este desenvolvimento acentuou-se sobremaneira com o advento, em 1965, das “Normas Higiênico-Sanitárias e Tecnológicas para Exportação de Carnes”, que passaram a determinar as condições de ordem técnico-sanitárias, a que, compulsoriamente, devem satisfazer aqueles estabelecimentos, para conseguirem o direito à exportação internacional.
De outra parte, acompanhando esta evolução, o Serviço de Inspeção Federal (DIPOA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), no tocante à inspeção “ante-mortem” e “post-mortem” e ao controle higiênico de locais e operações industriais, nos estabelecimentos inspecionados, teve, igualmente e de forma assaz expressiva, melhorados os seus métodos de trabalho e ampliada sua eficiência no desempenho de suas atribuições.
Em que pese, todavia, tais progressos, há necessidade do Serviço de Inspeção Federal eliminar, do seu sistema de trabalho, falhas subsistentes e distorções técnicas, surgidas quiçá em decorrência da própria evolução do Serviço.

1 SUMÁRIO - MANUAL DA CARNE

MANUAL DE INSPEÇÃO DE CARNES BOVINA

SUMÁRIO
1.    CURRAIS

SÍNTESE DOS PADRÕES DIMENSIONAIS RELATIVOS À TRILHAGEM AÉREA NA SALA DE MATANÇA  - Postar em: 26/12/2012
CAPÍTULO II 
HIGIENE DO AMBIENTE DA INSPEÇÃO “ANTE-MORTEM” e “POST-MORTEM”
1.    CURRAIS E ANEXOS: (Departamento de Necropsia, Banheiro, Rampa e Seringa)
2.    SALA DE MATANÇA

CAPÍTULO III 
INSPEÇÃO “ANTE-MORTEM”, MATANÇA DE EMERGÊNCIA E NECROPSIA

CAPÍTULO IV 
INSPEÇÃO “POST-MORTEM” 
1.   ROTINA OFICIAL NAS “LINHAS DE INSPEÇÃO” (métodos de preparação das peças e técnicas dos seus exames)
2.   SISTEMA DE IDENTIFICAÇÃO DE LOTES E PEÇAS, NOS TRABALHOS DE INSPEÇÃO “POST-MORTEM”
3.   SISTEMA DE TRABALHO NO DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO FINAL (D.I.F.).

CAPÍTULO V 
ESQUEMA DE TRABALHO DAS II.FF. NOS DIAS DE ABATE